Lisboa 1755: Quando o Terremoto Criou o Jornalismo de Catástrofe

Tempo de leitura: 3 min

Escrito por Johnni Dys

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Descubra como o terremoto de Lisboa em 1755 marcou o nascimento do jornalismo de catástrofe e mudou a forma como noticiamos tragédias.

O terremoto de Lisboa em 1755 não foi apenas uma tragédia de proporções épicas; foi um evento que ressoou através da história, transformando a paisagem da cidade e, surpreendentemente, o próprio conceito de notícia. Este cataclismo inaugurou o que hoje conhecemos como jornalismo de catástrofe, moldando a forma como a informação sobre eventos trágicos é coletada, disseminada e compreendida.

Antes de 1755, a divulgação de notícias era lenta, imprecisa e frequentemente distorcida por rumores e especulações. O terremoto de Lisboa, com sua escala devastadora, exigiu uma resposta informativa imediata e confiável, forçando o desenvolvimento de novas técnicas e práticas jornalísticas que definiriam o futuro da profissão.

Conteúdo

O Impacto Devastador do Terremoto de Lisboa

Ruínas do Terremoto de Lisboa de 1755
Uma representação da destruição causada pelo terremoto de Lisboa de 1755.(imagem gerada por IA)

O dia 1º de novembro de 1755 começou como um feriado religioso, o Dia de Todos os Santos. No entanto, a calmaria da manhã foi brutalmente interrompida por um terremoto de magnitude estimada entre 8.5 e 9 na escala Richter. O tremor, seguido por um tsunami e incêndios incontroláveis, devastou Lisboa, transformando a próspera capital portuguesa em ruínas fumegantes.

A destruição foi imensa. Edifícios desabaram, igrejas foram reduzidas a escombros, e a população, estimada em cerca de 275.000 pessoas, sofreu perdas irreparáveis. As ondas gigantescas varreram a área portuária, destruindo navios e infraestruturas. Os incêndios, alimentados por velas acesas e madeira abundante, consumiram a cidade durante dias.

A resposta inicial foi de choque e confusão. A comunicação era precária, e as notícias da catástrofe demoraram a chegar ao resto da Europa, inicialmente através de relatos de marinheiros e mercadores que testemunharam a destruição.

O Nascimento do Jornalismo de Catástrofe: Uma Nova Era na Notícia

Mapa da Europa mostrando a propagação das notícias do terremoto de Lisboa
Mapa ilustrando a velocidade com que as notícias do terremoto se espalharam pela Europa. (imagem gerada por IA)

Diante da magnitude da tragédia, a necessidade de informar o público de forma rápida e precisa tornou-se primordial. As autoridades portuguesas e os governos europeus mobilizaram esforços para coletar informações e disseminá-las. Surgiram relatos oficiais, cartas de testemunhas oculares e gravuras que retratavam a devastação.

Este período marcou uma mudança na forma como as notícias eram tratadas. A ênfase passou a ser na precisão dos fatos, na velocidade da disseminação e na emoção da história. Os jornais da época, embora ainda incipientes, desempenharam um papel crucial na divulgação das notícias, estabelecendo as bases para o jornalismo de catástrofe moderno.

A tragédia também inspirou filósofos e pensadores a refletir sobre a natureza do sofrimento humano, a fragilidade da civilização e o papel da providência divina, influenciando o debate público e moldando a percepção do evento.

Lições de Lisboa: Resiliência e Legado do Jornalismo de Catástrofe

Reconstrução de Lisboa após o terremoto
A reconstrução de Lisboa após o terremoto, liderada pelo Marquês de Pombal. (imagem gerada por IA)

O terremoto de Lisboa não apenas desencadeou o desenvolvimento do jornalismo de catástrofe, mas também impulsionou a criação de normas para a construção de edifícios mais resistentes a terremotos e tsunamis. A reconstrução da cidade, liderada pelo Marquês de Pombal, incorporou princípios de planejamento urbano e engenharia que se tornaram referências para outras cidades propensas a desastres naturais.

A experiência de Lisboa ensinou ao mundo a importância da preparação, da resposta rápida e da comunicação eficaz em situações de crise. As lições aprendidas com o terremoto continuam a influenciar as práticas de gestão de desastres e o jornalismo de catástrofe até os dias de hoje.

A memória do terremoto de Lisboa serve como um lembrete da força da natureza e da capacidade humana de superar a adversidade. É um marco na história do jornalismo, da ciência e da resiliência humana.

Lisboa 1755: Um Legado de Destruição e Inovação

O terremoto de Lisboa de 1755 permanece como um evento crucial na história, marcando o nascimento do jornalismo de catástrofe e moldando a forma como as sociedades respondem a tragédias. Sua história serve como um lembrete da nossa vulnerabilidade frente à natureza e da nossa capacidade de aprender, inovar e reconstruir.

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